Peter Andrew Jones Biography
Heroes and
                Villains Volume one 1 Peter Andrew Jones_Peter Andrew Jones Simulacra White
                Witch of Bala Lake Limited edition Hamdmade Book_Solar Wind Book
                Peter Andrew Jones_Peter Andrew Jones Simulacra Secret Faeries of
                Druids Island Limited edition Hamdmade Book  Heroes
                and Villains Volume 2 Peter Andrew Jones


                       
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Dezembro

O cartão telefônico é uma tecnologia surgida no final do século XX que veio substituir as moedas e, em países como o Brasil, as fichas telefônicas, nos aparelhos de telefonia pública. A opção pelo cartão foi impulsionada pelo crescimento do dinheiro eletrônico: os cartóes de créditos.



O primeiro cartão telefônico público foi lançado na Itália, em 1976, e era magnético. No Brasil entraram em teste no ano de 1987 e se popularizaram nos anos 90 e 2000.


Peter Andrew
                  Jones


Ao contrário dos selos e das moedas, os cartões telefônicos claramente exploravam as imagens, e também serviam como colecionismo, estampando personagens de desenhos animados, filmes, e muitos outros produtos de entretenimento e publicidade.



No Japão, por exemplo, a arte de capa da 1ª edição de O Feiticeiro da Montanha de Fogo também estampou um cartão promocional. Com o advento da internet, essa imagem, compartilhada numa rede social, possibilitou leitores-jogadores a conhecerem esse inusitado produto de uma das criações artísticas mais lembradas de Peter Andrew Jones.



Se o público que aprecia a obra de PAJ já achava que havia visto de tudo, seus fãs conheceriam uma forma de divulgação de sua arte além das conhecidas capas de revista ou embalagens de jogos de videogame.

Claro, esse é um dos itens mais raros do artista.





Novembro

Hubert Raymond Allen, DFC nasceu em 19 de março de 1919 e faleceu em 31 de maio de 1987. Ele foi oficial da Força Aérea Real (RAF) e comentarista em assuntos de defesa.

Estudou Economia na Universidade de Cardiff e foi comissionado para a RAF em
1939, juntando-se ao Esquadrão nº 66 em meados de abril de 1940. Ele lutou durante a Batalha da Grã-Bretanha e foi um piloto da Segunda Guerra
Mundial. Participou das batalhas aéreas sobre a evacuação de Dunquerque,
também participando de outras batalhas com outros esquadrões.

Ganhouo apelido de “Dizzy” por conseguir sempre escapar de situações
apertadas, como ser abatido ou ferido em várias ocasiões.
Allen foi um ávido
crítico das políticas da RAF antes e durante a Segunda Guerra Mundial,
argumentando que o fator crucial era a força naval e não a aérea na Batalha
da Grã-Bretanha, além de criticar seus superiores, controladores de voo e
pilotos que se recusaram a combater, do cumentado num programa da BBC.
Após sua aposentadoria como comandante em 1965, escreveu vários livros e
artigos controversos sobre poder aéreo. Colaborou com o livro “Ten Fighter Boys:
6 Squadron RAF”, de Athol Forbes, e publicou obras de própria autoria como
“Fighter Squadron 1940–1942”, “The Legacy of Lord Trenchard” e “Who Won
the Battle of Britain”, só para citar alguns. Os pontos de vista de Allen receberam
cobertura proeminente no jornal “Times”.

Hubert Raymond Allen, DFC também trabalhou por três anos como Conselheiro
de Defesa Aérea do governo holandês, comandou um esquadrão de caças a jato
Gloster Meteory e recebeu a Ordem de Orange-Nassau. Foi Oficial do Estado-
Maior Pessoal do Chefe do Estado-Maior, das Forças Aéreas Aliadas da Europa
Central e, após sua aposentadoria, membro do Corpo de Mensageiros da Rainha,
um serviço de courier do Foreign and Commonwealth Office para a entrega de
importantes documentos diplomáticos em todo o mundo.

O livro “Who Won the Battle of Britain” foi publicado em 1974.

Ele era uma crítica à estrutura, liderança e doutrina da RAF antes e durante
as campanhas aéreas de 1940. Esta obra recebeu uma obra  de arte de
Peter Andrew Jones como capa. Fã da aviação desde criança, a escolha
de PAJ para ilustrar um conflito ocorrido numa época em que não havia tanta
tecnologia para se registrar o dia a dia das catástrofes foi a melhor possível.
Deixando de lado a fantasia, PAJ recria uma cena de aviões em conflito aéreo,
transformando um triste episódio da História britânica numa obra de arte,
mesmo sem seus tons de fantasia e ficção científica. Aos que se impressionam
com os clássicos trabalho do artista facilmente encontrados na internet, sua
arte mais realista se mostra de tão alto nível quanto sua arte fantástica.


Peter Andrew Jones



Outubro

O blog francês “Les Humanoides Associés” dedicou duas postagens, em 2010 e 2011, ao artista Peter Andrew Jones. Essas postagens separaram algumas das primeiras obras de PAJ retiradas do livro “Solar Wind” do autor, uma compilação de seus trabalhos iniciais e que nos últimos anos recebeu novas edição e volume.


Peter Andrew Jones


As obras de PAJ são classificadas pelos autores do blog como pertencentes ao “psicodélico e fantástico futuro tecnológico” e se impressionam, tomando o artista como exemplo, da infinitude criativa que foi a arte voltada à ficção científica dos anos 70.


Peter Andrew Jones


Essas singelas homenagens podem ser conferidas no seguinte endereço: https://www.humano.com/blog/Le-Blog-de-Jerry-Frissen/tag/Peter-Andrew-Jones/1.


Peter Andrew Jones


Ao que parece, a arte de PAJ sobrevive bem às passagens das décadas e se desdobram nas mídias digitais dos anos 2000 em diante, sempre retomadas por quem cresceu marcado com suas obras de arte. Que essa relação entre admiradores e o artista seja como um casamento: eterno enquanto dure.


Peter Andrew Jones




Setembro

Gregory Benford nasceu no dia 30 de Janeiro de 1941 em Mobile, Alabama. Ele é um autor estadunidense de ficção científica e astrofísico (professor Emérito no Departamento de Física e Astronomia da Universidade da Califórnia, Irvine), além de ser editor contribuinte da revista “Reason”.




Benford cresceu em Robertsdale e Fairhope. Em  1963 recebeu um bacharelado em Física e a honraria Phi Beta Kappa – uma das mais antigas e prestigiadas dos Estados Unidos – na Universidade de Oklahoma, em Norman. Tornou-se mestre e doutor em Ciências da Universidade pela Universidade da Califórnia, San Diego, em 1965 e 1967, respectivamente. Ainda em 1967, casa-se com Joan Abbe (falecida em 2002), com quem teve dois filhos.




A contribuição de Benford como professor e pesquisador lhe rendeu mais de 200 publicações científicas, tanto teoria como experiências nos campos da astrofísica e da física dos plasmas, tendo recebido apoio por agências como NSF, NASA, AFOSR, DOE e outras. É conselheiro permanente da NASA, DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency) CIA e de um grupo de advocacia de criônica e criopreservação do Reino Unido. Benford também faz parte do conselho de administração e do comitê diretivo da Sociedade de Marte e é membro da Alcor. Ele reside há tempos em Laguna Beach, Califórnia. Em 2006 cria e desenvolve a Genescient Corporation. Genescient, uma empresa de biotecnologia.




A estreia de Benford acontece com a publicaçãoa de "The Scarred Man", que mesmo escrita em 1969 só foi publicada em 1970. Seu primeiro livro foi “In the Ocean of Night” (1977), o primeiro de 7 textos que compõem sua “Galactic Center Saga”. Ele tem um irmão gêmeo, Jim Benford, com quem tem colaborado em histórias de ficção científica. Gregory é coeditor do fanzine “Void”, voltado à ficção científica e se classifica como ateu.

Peter Andrew Jones foi o responsável pela arte de capa do livro de estreia de Benford. Nela, uma nave espacial utiliza um combustível que deixa resíduos amarelos em formas circulares, enquanto se dirige a uma fenda de um grande bloco de pedra em meio à infinidade do universo. Ao que parece, há inscrições em vermelho na rocha flutuante, ou um conteúdo desconhecido a ser explorado. Benford foi um autor mais premiado na pesquisa acadêmica do que na ficção, e é uma pena que artigos científicos não possam ser ilustrados por tão criativo artista como PAJ. Certamente a ciência seria ainda mais bela.





Agosto

Interphase foi um jogo de videogame desenvolvido pela The Assembly Line e publicado pela Image Works para múltiplas plataformas, oficialmente lançado em 1989.

Este jogo é em primeira pessoa e precedeu jogos famosos como Catacomb 3-D e Wolfenstein 3D. Porém, seu diferencial é também ser um jogo do estilo puzzle, pois se concentra principalmente na solução de enigmas usando a interação entre um ambiente cyberpunk em terceira dimensão e sua relação conceitual com um plano 2D.





A história se passa no futuro, quando a automação da maioria dos trabalhos levou todos ao tédio, o que impulsionou a indústria do lazer. A The Dreamtrack Corporation, criados pelos Dreamers que trabalham para corporações multinacionais, são gravações da imaginação que se torna uma forma de entretenimento. Essa produção de sonhos é feita por essa corporação maligna cuja intenção é destruir a mente das pessoas capazes de interpretar os sonhos de outras pessoas e vivê-los através do entretenimento.




O jogador é Chad, um Dreamer, que descobre que mensagens subliminares estão sendo inseridas na DreamTrack para persuadir os consumidores a comprar certos produtos e incentivar certos pontos de vista políticos e propaganda pró-governamental. Usando uma interface (daí o nome do jogo) entre o homem e o computador, Chad se propõe a destruir um DreamTrack especialmente perigoso armazenado em um edifício de alta segurança. Ele pede a sua namorada, Kaf-E, para invadir fisicamente o edifício enquanto ele virtualmente se infiltra no computador para desativar as defesas e sistemas de segurança controlados por computadores.




A jogabilidade Interphase é pilotar sua nave espacial, equipada com canhões e mísseis, através de túneis 3D (um ambiente cyberpunk) ou espaços abertos, e combater cada inimigo que aparecer, pois são uma ameaça à capacidade do jogador de se conectar ao sistema, e quais devem ser derrotados. Para desativar os dispositivos do mundo real, os objetos 3D – que representam objetos como portas de segurança e câmeras – devem ser destruídos. Além disso, num mapa esquemático em 2D são encontrados enigmas que Chad deve resolver, o que também determina quais objetos devem ser desativados e numa ordem específica. Ao passo que Chad avança, ele permite que Kaf-E progrida com segurança sem ser morta por armadilhas ou interceptada pela segurança, até que chegue no coração da sede da Dreamtrack. Claro, permitir que sua própria nave espacial seja destruída ou que a segurança de Kaf-E seja comprometida resulta no fim do jogo. Um mapa é usado para navegar pela rota através dos sistemas, com muitas informações prontamente disponíveis.




O grande segredo para ser bem-sucedido em sua missão é destruir as naves inimigas antes que a solução de enigmas possa prosseguir, já que enquanto visualiza o esquema 2D, a ação no mundo 3D continua. Caso contrário, o jogador se torna um alvo fácil para seus inimigos.
Há uma clara inspiração na obra Neuromancer, de William Gibson, pois os desenvolvedores de Interphase foram autorizados a usar conceitos desse livro que ganhou também uma versão em jogo.
Interphase foi classificado como o 38º melhor jogo de todos os tempos pela revista Amiga Power.




Peter Andrew Jones preferiu colocar em destaque a intrusa Kaf-E no lugar de Chad, possivelmente por saber que o vestuário feminino seria melhor destacado graças a sua criativa combinação de cores em meio à tela de realidade virtual azul. A maquiagem e os adornos de Kaf-E lhe dão um toque perfeito de cyberpunk, combinando o pancake branco do rosto e as sombras dos olhos de uma geisha com colar de espinhos e tintura de cabelo. Os polígonos frequentemente encontrados no jogo a rodeiam de forma ameaçadora e ela parece correr por sua vida. Dessa forma, a emoção numa missão cyberpunk de pura adrenalina como essa se mostra presente desde a capa do jogo. Rock´n´roll chega a ser coisa de criança perto de uma obra de aventura como essa.





Julho

Gregory Dale Bear, conhecido apenas como Greg Bear, nasceu em San Diego, Califórnia, em 20 de agosto de 1951. Cursou bacharel em Artes na San Diego State University de 1968 a 1973, onde mais tarde foi professor assistente de Elizabeth Chater em seu curso de escrita de ficção científica. Greg Bear, como escritor, com mais de 50 livros publicados, é mais conhecido por sua contribuição à ficção científica.


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Sua publicação de estreia foi a história "Destroyers", para Famous Science Fiction em 1967. Sua obra cobriu temas de conflito galáctico (com a série “Forge of God”), universos artificiais (com a série “The Way”), consciência e práticas culturais (com a obra “Queen of Angels”), e evolução acelerada (com as obras “Blood Music”, “Darwin´s Radio”, e “Darwin's Children”). Outro trabalho notório foi Bear, juntamente de Gregory Benford e David Brin, ter escrito uma trilogia de romances prequeléticos para a trilogia da “Fundação”, de Isaac Asimov.


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Uma característica marcante escrita de Bear é seu extremo detalhamento científico, e geralmente aborda questões da ciência e cultura contemporânea e suas soluções. Além da ficção científica, Bear também escreveu obras de fantasia e horror. Ele revelou que teve Ray Bradbury, escritor que Bear conheceu Bradbury em 1967 e manteve correspondência a vida toda, como sua maior inspiração, pois desde adolescente assistia a palestras e eventos de Bradbury no sul da Califórnia. Doris Lessing, vencedora do Prêmio Nobel de literatura de 2007, afirmou que Greg Bear é um grande escritor.


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Seu livro “Blood Music”, antes de ser um romance, foi publicado na edição de junho de 1983 da revista “Analog”, e ganhou o “Best Novelette Nebula Award” de 1983 e o “Hugo Award” de 1984, ano em que o autor também ganhou um “Inkpot Award”; “Heads” ganhou o “Hayakawa Award” na categoria “Best Foreign Short Story” em 1996; “Darwin´s Radio” ganhou o prêmio “Endeavour” em 2000; “Hull Zero Three” foi nomeada para o “Arthur C. Clarke Award” em 2012.
Greg Bear também foi um dos cinco co-fundadores da revista “San Diego Comic-Com” e ainda faz parte do Conselho Consultor do Museu de Ficção Científica. Como ilustrador, criou uma versão inicial do “Star Trek Concordance” e artes de capas para as revistas “Galaxy” e “F&SF”

Hoje, Bear possui dois filhos, Chloe e Alexandra, com Astrid Anderson – filha dos autores de ficção científica e fantasia Poul e Karen Anderson – com quem se casou em 1983. Com sua ex- esposa, Christina M. Nielson – com quem havia se casado em 1975 – não conheceu herdeiros. Hoje, Bear e Anderson vivem em Seattle, Washington.


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Para um autor tão importante para a ficção científica, imagina-se que suas artes de capa merecessem o devido valor artístico também. Peter Andrew Jones, por exemplo, produziu sua arte em três oportunidades, duas delas inclusive livros premiados. O detalhamento que PAJ aplica, por exemplo, no estilhaço multicolorido em “Heads” e na nave-guitarra de “Queen of Angels” combina com o tratamento minucioso que Bear dá a seu texto. Fenômenos estelares emitem uma luz hipnotizante em segundo plano, ofuscada apenas pelas cenas em primeiro plano. Eis uma boa preparação desde a capa até a última palavra do texto que encanta o leitor, de fato, do início ao fim desse contato artístico.


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Junho

O Tumblr, rede social de blogs que já foi mais popular até 2018, ainda sobrevive na segunda década do presente milênio e possui centenas de milhões de usuários que acessam páginas desse site. Como era de se esperar, algumas das artes mais conhecidas dos anos 70, 80 e 90 de Peter Andrew Jones também foram parar no Tumblr.

A página chamada “Space, gore and dinossaurs”, da usuária Goddess of the Black Coast, separou algumas obras de arte de PAJ já conhecidas por seus fãs em capas de revista e livros de ficção científica. Variando entre dezenas a milhares de notas, as obras estão reproduzidas em boa qualidade, e pode ser um bom começo para o admirador da boa arte entrar em contato indireto com a arte de PAJ.

O link pode ser acessado em: https://goddessoftheblackcoast.tumblr.com/post/22314244120/peter-andrew-jones.

Novamente, compartilhamentos como esses se mostram uma forma de propagar o legado que PAJ deixou no século passado, bem como perpetuar o que ainda está por vir.


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Maio

Gianni Pilo nasceu em Tripoli, no dia 10 de agosto de 1939. Ele é um tradutor, editor e escritor de fantasia e ficção científica. Edições de H. P. Lovecraft, R. E. Howard, Arthur Conan Doyle, Sheridan Le Fanu, E. F. Benson, M. R. James, Edith Wharton, Ambrose Bierce e G. K. Chesterton foram alguns de seus trabalhos.


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A produção de própria autoria de Pilo é composta de dois romances de fantasia – “La saga dei Virhel”, e “Atlantide”, em coautoria com Daniele Mansuino – e vários contos. Pilo costuma usar numerosos pseudônimos para suas traduções e textos de própria autoria. Ele contribuiu com mais de 500 entradas para a Grande Enciclopédia da Fantascienza (11 volumes) e publicou o dicionário “Il dizionario dell'orrore” (mais de 2000 entradas de não-ficção), além de ter criado a ANASF (Associazione Nazionale Amatori della SF), a “SF..ere” (revista quevencedora de quatro prêmios italianos) e organizado eventos como a “Italcon”, o “Premio Sidera”, o “Premio Planeta”, só para citar alguns.


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Formou-se em Direito e durante vários anos ele foi gerente geral da editora Fanucci, responsável por editar a seção de fantasia do grupo Rizzoli e, além de dirigir a seção de fantasia da Newton & Compton, colabora com vários jornais e emissoras de televisão. Ainda vive e trabalha em Roma.


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Pilo recebeu o prêmio “World Science Fiction” por seu trabalho “Il catalogo generale della fantascienza”, o “Eurocon” (convenção européia de ficção científica e fantasia), o “Sidera”, o ‘Planeta” e numerosos “Premio Italia” nas categorias ficção, não-ficção e traduções.


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Peter Andrew Jones utilizou para a arte de capa de “La saga dei Virhel” o cavaleiro misterioso portador de uma espada longa belamente ornamentada. A beleza dessa imagem vai desde o alforje do cavalo à feição do cavaleiro, mistura de mago e espadachim. Para um autor como Pilo, grande expoente italiano da fantasia e ficção científica, melhor opção impossível. Pilo é como o próprio personagem de capa: um guerreiro que, apesar da idade, impõe respeito e possui muito história para contar. Assim como o criador dessa fantasia visual, claro.





Abril

Se existe algum adjetivo que melhor se aplica a Kult, certamente é “controverso”. Esse polêmico jogo voltado para jogadores de RPG mais maduros já foi resenhado algumas vezes aqui no blog de forma geral, bem como sua adaptação em card game.


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Seus suplementos, no entanto, não ficam para trás quanto à curiosidade e inovação. Metropolis – possivelmente um suplemento para a segunda edição do jogo na Suécia –, um dos mais conhecidos deles, trata de forma detalhada da cidade original (e seus cinco bairros) que se interconecta com todas as grandes cidades quando a ilusão se estilhaça. Esse livro apresenta ao jogador situações em que a ilusão é quebrada, lugares – o destaque vai para o Palácio dos Arcontes e a maquinaria de ilusão – e criaturas que podem ser encontradas em na “cidade das cidades” (às vezes caçadores ou animais horrendos e hostis), e muito mais. É um acessório indispensável para qualquer um que pretenda usar Metropolis em sua campanha de Kult, sendo uma espécie de guia de horror surreal neste espaço.


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Para esse cenário sombrio, Peter Andrew Jones contribuiu com uma arte de capa diferente de seu padrão. Em Metropolis, há uma miscelânia de trabalhos artísticos do autor. Num primeiro momento, parecem aleatórias, porém juntas mostram a complexidade que é essa cidade perdida. Esse guia de como visitá-la e conhecê-la é perfeitamente antecipado pelo que o artista ilustra: tecnologia, horror, misticismo, e muitos mais. A audácia do leitor está em desvelar o que é este local protegido pela membrana da ilusão, e conhecendo-o a arte da capa o fará sentido.


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A questão é se ele será capaz de entrar em Metropolis com sanidade suficiente para tal...


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Março

Gianluigi Zuddas nasceu em Carpi, pequena cidade próxima a Modena, em 1943. É um autor e tradutor de ficção científica.
Ele se mudou para Livorno com sua família quando era muito jovem, e por isso muitas biografias consideram esta cidade como seu verdadeiro local de nascimento. Seu pai era um oficial subalterno da marinha. Quando crianças, Zuddas foi lia autores como Salgari, Zane Grey e Steinbeck, e se encantou por Frederik Pohl, Robert Sheckley e Jack Vance.


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Quando adulto, Zuddas teve vários ofícios, como metalúrgico, mecânico, técnico em radiologia médica e pintor. Só depois de todos esses trabalhos resolveu se dedicar à escrita. Seu primeiro romance, “Amazon” (1978), ganhou um prêmio na Itália. Depois de 1989, focou-se em traduções, e por isso passou a não ter tempo para sua própria escrita, passando a publicar esporadicamente contos e romances.

Uma característica de Zuddas é o uso recorrente de personagens femininos. Suas amazonas, por exemplo, possuem alta concentração de realismo e pouca de fantasia. Ele considera seus textos como pertencentes ao gênero “fantasia heróica”, focando mais no ser humano em si do que eventos e fenômenos extraterrestres.



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“Stella di Gondwana” (1983) é um romance de fantasia que integra o chamado “ciclo amazônico” de Zuddas. Ele retrata como era o Oriente Médio há 10.000 anos, onde viviam as aventureiras amazonas das Terras Baixas de Aphra, os sumérios bélicos, o sensível Shang de pele verde e um povo muito antigo que habitava um continente misterioso considerado até então uma lenda: Gondwana, ilha rodeada por bancos de corais, a qual conta apenas seu último guardião, Khoinè, adorada pelo povo pelo poder da pequena estrela branca cravada na palma de sua mão esquerda. Um dia, os Doutores da Escuridão criam uma espécie de irmã gêmea maligna de Khoinè, chamda Alybrea, conhecida como Estrela Negra, que busca derrotar sua “irmã”.


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Peter Andrew Jones retrata a embarcação da Estrela Negra que busca acesso a Gondwana. As fortes tempestades do fundo e o mar agitado representam a tensão desse confronto milenar. Os altos rochedos da ilha mais parecem uma fortaleza natural e representam a resistência do povo da ilha. No entanto, a imponente embarcação, em primeiro plano, não parece se intimidar, representando a audácia das forças malignas aplicadas nessa investida. Uma representação aparentemente simples, mas que resume perfeitamente os elementos que todo bom livro de fantasia usa para conquistar seus leitores. Assim age PAJ: o simples se torna complexo e rico, e parece nos exortar a explorar ou acompanhar sua representação.


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Fevereiro

Dark Fusion é um jogo em 2D do estilo rolagem horizontal lançado pela Gremlin Graphics em 1988. O jogador é membro da elite do Corpo de Guerreiros Guardiões e, após certo momento, deve escolher entre aliar-se ao inimigo derrotado ou continuar o jogo do mesmo modo que começou. Tal decisão será feita quando o jogador alcançar sua provação mais horripilante: entrar na Câmara de Metamorfose.


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Há três zonas nesse jogo: zona de combate, zona alienígena, e zona de voo, que correspondem aos níveis do jogo. O jogador tem acesso a cada uma delas graças a uma cápsula de fusão, e sem ela nada pode fazer.
Na zona de combate, o jogador controla um astronauta armado que mata alienígenas, alguns deles deixando importantes “power ups” ao jogador. Na zona alienígena, o jogador controla uma nave espacial – como se o jogo se transformasse num shoot´n´up – devendo destruir as forças inimigas até o alienígena “chefão”. Na zona de voo, o jogador controla também uma nave, mas o jogo muda para o estilo simulação de voo, também devendo eliminar os inimigos com seu armamento pesado.


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Dark Fusion recebeu resenhas variadas em revistas como ACE (Advanced Computer Entertainment), Amiga Joker, ASM (Aktueller Software Markt) e Crash!. Por vezes, chegou a receber duas resenhas em anos diferentes, como nas revistas Your Sinclair, The Games Machine (UK) e Power Play. O jogo é simples, mas ousado por misturar três modalidades em um só, o que para a época não era comum.



'A arte de capa ficou por conta de Peter Andrew Jones. É raro esse artista retratar o protagonista em primeiro plano em suas obras, mas se PAJ aceitou fazer isso ele não poupou nos belos detalhes do traje espacial do herói, que empunha duas armas lasers e encara o inimigo de peito aberto. O herói nem parece se importar para os colossais edifícios em chamas e naves ameaçadoras no fundo, pois como todo herói que deseja triunfar cedo ou tarde vai encarar seus problemas, da forma mais prática possível. PAJ é como esse herói: um multi-atirador da arte, cuja missão é fazer o que tem vontade e, ainda, ser admirado pelos fãs da bela arte. Seu pincel é sua arma, suas tintas são seu combustível infinito, seu estúdio é sua nave e seus inimigos as ideias abstratas que, abatidas, ganham forma e vida por meio de sua mente e mãos habilidosas.





Janeiro

Gene Rodman Wolfe, mais conhecido como Gene Wolfe, nasceu em  7 de Maio de 1931 e faleceu no dia 14 de Abril de 2019, de doença cardiovascular. Foi um premiado escritor americano de ficção científica e fantasia. Era conhecido pela sua prosa densa e alusiva, assim como pela forte influência da sua fé católica, mais famoso por sua magnus opus “Book of the New Sun” (1980-1983), série que constitui a primeira parte de "Solar Cycle".


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Seus pais eram Mary Olivia e Emerson Leroy Wolfe. Gene Wolfe teve pólio quando criança. Ingressou estudou no Lamar High School, em Houston. Enquanto frequentava a A&M University, no Texas, publicou a sua primeira ficção especulativa na “The Commentator”, uma revista literária estudantil. Wolfe desistiu no seu primeiro ano de faculdade e posteriormente foi recrutado para servir na Guerra da Coreia.
Depois de regressar aos Estados Unidos, tornou-se engenheiro industrial pela University of Houston. Trabalhou como editor sênior pessoal na revista “Plant Engineering” durante muitos anos, e depois decidiu ser escritor em tempo integral. Uma curiosidade na área de engenharia foi ter contribuído na criação da máquina utilizada para fazer as famosas batatas Pringles.


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Seu livro de estreia foi o “Operation Ares”, em 1970, mas foi “The Fifth Head of Cerberus”, publicado em 1972, que recebeu críticas positivas e foi traduzido para o alemão e francês. Sua obra principal é a série “The Book of the New Sun”, que é composta pelos livros “The Shadow of the Torturer” (1980), “The Claw of the Conciliator” (1981), “The Sword of the Lictor” (1982), e “The Citadel of the Autarch” (1983).


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Em 1984, Wolfe decide parar de trabalhar como engenheiro e dedica mais tempo à sua escrita. Depois dos quatro livros de grande sucesso que publicou, lançou também “The Urth of the New Sun” (1987) para conectar o que estaria pouco explicado nos quatro volumes anteriores, mas essa obra geralmente é considerada uma obra separada das outras quatro. Essa série lhe rendeu a oportunidade de escrever vários ensaios sobre a escrita da série, os quais foram publicados em “The Castle of the Otter” (1982).


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Nos anos 90, Wolfe decidiu continuar a série “The Book of the New Sun” e publicou mais duas series de livros: “The Book of the Long Sun”, composto por quatro livros – “Nightside the Long Sun” (1993), “Lake of the Long Sun” (1994), “Caldé of the Long Sun” (1994) e “Exodus From the Long Sun” (1996) – e “The Book of the Short Sun”, composta por outros três – “On Blue's Waters” (1999), “In Green's Jungles” (2000) e “Return to the Whorl” (2001) – fechando o seu “Solar Cycle”. Em 1998, a revista Locus considerou “Book of New Sun” como o terceiro melhor romance (ou série de romances) de fantasia publicado antes de 1990, baseado na opinião dos assinantes da revista. Seus livros receberam dezenas de prêmios, incluindo também livros exteriores ao “Solar Cycle”.


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Ele viveu em Barrington, Illinois, um subúrbio de Chicago, com sua esposa Rosemary, e tiveram quatro filhos e três netas. Em 2010, Wolfe precisou fazer uma ponte de safena e, em 2013, ano que sua família se mudou para Peoria, Illinois, também operou de catarata no seu olho direito. Ainda nesse ano, sua esposa, já com a doença de Alzheimer, faleceu.
Peter Andrew Jones ilustrou justamente a série “Book of New Sun”, responsável por dar a fama inicial que Wolfe mereceu. As artes de capa são das mais variadas, o que conecta perfeitamente a o talento de ambos artistas. PAJ contribui com artes de capa que misturam fantasia com ficção científica, o que pode ser presenciado nas obras de Wolfe. Se alguns autores são facilmente classificados como pertencentes a um movimento artístico ou a uma classificação literária, estes dois mestres da arte extrapolam qualquer tentativa de serem rebaixados.










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