Peter Andrew Jones Biography
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                and Villains Volume 2 Peter Andrew Jones


                       
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Pegue a lista de notícias de novas obras e negócios super!

Novembro

John Holbrook Vance nasceu em 28 de agosto de 1916 em San Francisco, e faleceu em 26 de maio de 2013, em Oakland, ambas na Califórnia. Ele foi um escritor estadunidense que explorou gêneros literários como mistério, fantasia e ficção científica. Na maior parte de sua obra assinava como “Jack Vance”, mas também escreveu vários outros textos sob outros pseudônimos.
Vance cresceu numa grande casa em São Francisco, na rua Filbert. Seus pais se divorciaram e seu pai deixou a família para viver em seu rancho no México. A mãe de Vance se mudou com a família para o rancho do avô materno na Califórnia, perto de Oakley, no delta do rio Sacramento, lugar onde anos depois em 1962, com seus amigos Frank Herbert e Poul Anderson, construiu uma casa flutuante. Lá, Vance se apaixonou pelo lugar, pela grande coleção de livros de sua mãe (que incluía autores como Edgar Rice Burroughs e Júlio Verne) e revistas de ficção de polpa.


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   Quando o avô de Vance faleceu, o autor precisou abandonar a faculdade e trabalhar para ajudar no sustento da casa de várias formas: como paquete, em uma fábrica de conservas e em uma draga de ouro. Um tempo depois, Vance ingressou na Universidade da Califórnia, em Berkeley, e estudou engenharia de mineração, física, jornalismo e inglês. Ao escrever seus primeiros textos de ficção científica, Vance recebeu sua primeira crítica negativa, vinda de um professor. Vance se formou em 1942.


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   Na imprensa, estreou  com "The World-Thinker", uma história curta publicada na “Thrilling Wonder Stories”, no verão de 1945. Em 1946, Vance conheceu e se casou com Norma Genevieve Ingold.
Sua recreação favorita eram barcos e viagens, e por isso trabalhou de marinheiro, armador, agrimensor, ceramista e carpinteiro, até se estabelecer plenamente como escritor, o que não ocorreu até os anos 70. Vance e sua família chegaram a fazer uma viagem ao redor do mundo, e passar vários meses em lugares como Irlanda, Itália, Índia, África do Sul e Taiti. Também amava música, e graças a isso publicava resenhas de jazz para o “The Daily Californian” (seu jornal universitário).


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   Vance obteve lucro pela primeira vez ao vender uma história para a Twentieth Century Fox, que também o contratou como roteirista para a série de televisão “Captain Video”. As primeiras publicações de Vance foram histórias lançadas em revistas de ficção científica, o que o deixou bem conhecido. A partir daí publicou novelas e romances, muitos dos quais foram traduzidos para diversos idiomas, como alemão, espanhol, francês, holandês, italiano, português e russo.


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   Vance foi um premiado autor e ganhou três “Hugo Awards” (em 1963 com “The Dragon Masters”, em 1967 com “The Last Castle” e em 2010 para suas memórias “This Is Me, Jack Vance!”), um “Edgar Award” (com “The Man in the Cage”, em 1961), um “Nebula Award” (com “The Last Castle”, em 1966), um “Jupiter Award” (em 1975), um “World Fantasy Award for Life Achievement” em 1984, um “World Fantasy Award” (com “Lyonesse: Madouc”, em 1990), foi convidado de honra na “World Science Fiction Convention” em 1992, e entrou para o “Science Fiction Hall of Fame” em 2001. Mesmo cego desde os anos 80, Vance continuou a escrever com a ajuda de um software (BigEd). Sua produção vitalícia totaliza quase 90 livros.






Outubro

Certa vez, o portal de notícias “An Sionnach Fionn” trouxe uma pequena matéria sobre Peter Andrew Jones. Focada no boom que os livros-jogos tiveram nos anos 80 e 90 do século passado, o texto exalta o fato de que uma geração inteira de leitores mirins facilmente reconhecia as artes do artista britânico da pioneira série Fighting Fantasy.


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Devido a sua arte impactante no 1º livro-jogo do mundo ("The Warlock of Firetop Mountain"), que em agosto de 2022 completou 40 anos de vida, assim como em outros da série, a atração constante desde a capa até o texto lúdico muito contribuiu para o sucesso dessa coleção parte-livro-parte-jogo.


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A escolha de Peter Andrew Jones para esta série não foi por acaso, visto que desde a década de 1970 o artista já era um nome de destaque na “Fantasy Art” e, em 1980, suas criações fizeram parte de inúmeras capas de games de consoles e computadores.


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Por fim, o autor da matéria destaca sua arte preferida de Jones: a "Bruxa de Neve" capa da segunda edição da revista “Warlock”, de 1984, o que mostra que as obras de arte de Peter Andrew Jones têm sobrevivido bem ao tempo. Seriam elas clássicos do contemporâneo ou do futuro?

O texto completo do portal pode ser acessado aqui:
https://ansionnachfionn.com/ealain-art/peter-andrew-jones/



Setembro

J.O. Jeppson, pseudônimo de Janet Opal Asimov, nasceu em 6 de agosto de 1926 e faleceu em 25 de fevereiro de 2019. Ela foi uma escritora de ficção científica, psiquiatra e psicanalista estadunidense, tendo se iniciado na ficção científica infantil na década de 1970.
Como o próprio sobrenome deixa claro, ela foi casada com Isaac Asimov por quase vinte anos, até a morte do autor, em 1992. Juntos, eles colaboraram em vários livros de ficção científica destinados a jovens leitores, como a série “Norby”.


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Tendo inicialmente frequentado aulas na Faculdade de Wellesley, Jeppson depois se formou na Universidade de Stanford. Após isso, obteve seu mestrado na Faculdade de Medicina da Universidade de Nova York, completando uma residência em psiquiatria no Hospital Bellevue. Posteriormente, em 1960, ela graduou-se no Instituto William Alanson White de Psicanálise, e lá continuou trabalhando até 1986. Ela manteve a prática da psiquiatria e psicanálise sob o nome de Janet O. Jeppson e publicou trabalhos médicos com esse nome após se casar com Isaac Asimov.
A primeira publicação de Jeppson foi vendida para a revista “The Saint Mystery Magazine”, lançada na edição de maio de 1966.


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Jeppson começou a namorar com Isaac Asimov em 1970, imediatamente após a separação dele com Gertrude Blugerman. Eles se casaram três anos depois.
O primeiro romance de Jeppson foi “The Second Experiment” em 1974. Ela incorporou aspectos da psicanálise, identidade humana e outras ideias relacionadas à psiquiatria em seus escritos, graças a sua experiência como psiquiatra. Seu marido afirmou que os livros que Jeppson escreveu em coautoria com ele tinham apenas uma contribuição mínima dele, e o nome de Asimov só constava para melhorar as vendas. Após o falecimento de Isaac, ela assumiu a redação de sua coluna de ciência popular no “Los Angeles Times”.


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“The Second Experiment” conta a história de Rya, a última descendente da linhagem dos ROIISS, antes os mestres do universo. Ela viaja com seu fiel robô chamado Tec para uma estrela com nove planetas, com destino ao 3º planeta, já que nele havia vida. Peter Andrew Jones presenteou essa obra com uma arte carregada de nonsense. No entanto, não se trata de uma escolha aleatória de elementos, e sim uma combinação que choca, incomoda, diverte e atrai o leitor para seu conteúdo. Afinal de contas, não é todo dia que se pode ver um tiranossauro rex alado pegando carona numa nave espacial. Criatividade, aqui, com certeza não falta.


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Agosto

De acordo com Psyclapse, Matrix Marauders, lançado em  junho de 1990 para os consoles Atari ST e Amiga, é um "super rápido jogo de corrida de computador abstrato 3D".

O jogo acontece no futuro, onde o jogador participa de um desafio de corrida, no qual ele pilota carros em um teste de velocidade para ver quem pode chegar primeiro à linha de chegada. Os carros têm power-ups, capazes de ajudar os competidores, que podem ser utilizados ou disparados durante o jogo, , o que faz do jogo também incorporar elementos dos primórdios dos jogos de tiro em 1ª pessoa. No entanto, há buracos nas pistas que devem ser pulados.


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A tela tem uma interface que permite ao jogador observar os adversários e oferece avisos quando os concorrentes se aproximam, assim como um navegador que fala com o jogador.
Matrix Marauders recebeu resenhas variadas das revistas “Kultpower”, “Datormagazin” e “CU Amiga”.


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Peter Andrew Jones destaca a nave do protagonista em primeiro plano de sua obra de arte. Ela está em pleno arranque, com farol e o olhar do piloto sincronizados ao avante. Distante há um piloto concorrente que parece disparar um míssel teleguiado ao jogador, que parece não esperar para ver o que lhe acontece, decisão confirmado pelo rastro dourado deixado pela cauda de combustão. Essa cena de corrida e perseguição transborda ação, o que nivela jogadores e apreciadores de arte como torcedores de arquibancada para essa obra de arte dinâmica.


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Julho

James Graham Ballard, mais conhecido como J. G. Ballard, nasceu no dia 15 de novembro de 1930  e faleceu no dia 19 de abril de 2009. Foi romancista, contista, satirista e ensaísta inglês. Suas obras exploravam as relações entre psicologia humana, tecnologia, sexo e meios de comunicação de massa. Publicou romances pós-apocalípticos e contos experimentalismos, alguns bem bizarros. A distinção literária da ficção de Ballard deu origem ao adjetivo "Ballardian", que significa "parecido ou sugestivo com modernidade distópica, as paisagens sombrias feitas pelo homem e os efeitos psicológicos dos desenvolvimentos tecnológicos, sociais ou ambientais das obras de Ballard".


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Seu pai foi James Ballard, químico de uma empresa têxtil sediada em Manchester. Sua mãe se chamava Edna. Ballard nasceu e cresceu no assentamento internacional em Xangai, uma área sob controle estrangeiro. Estudou na Escola Catedral. Após o início da Segunda Guerra sino-japonesa, a família de Ballard precisou evacuar temporariamente sua casa suburbana e alugar uma casa no centro de Xangai para evitar os projéteis disparados pelas forças chinesas e japonesas. Após o ataque japonês a Hong Kong e a ocupação japonesa do assentamento internacional em Xangai, no início de 1943, a família de Ballard foi enviada ao Centro de Assembléia Civil de Lunghua com seus pais e sua irmã mais nova. Nos dois anos restantes da Segunda Guerra Mundial, viveram no campo de internação, em uma residência de dois andares para 40 famílias. Com isso, ele passou a frequentar a escola no campo. A convivência de Ballard com as atrocidades da guerra inspiraram boa parte de seus textos. Em 1960, Ballard se mudou com sua família para Shepperton, em Surrey, onde viveu pelo resto de sua vida.

Seu primeiro romance foi “The Wind from Nowhere”, publicado com sucesso em janeiro de 1962, quando se demitiu de seu emprego na “Chemistry and Industry”, passando a ser escritor em tempo integral.

Em 1964, Mary, a esposa de Ballard, morreu subitamente de pneumonia. Com isso, Ballard passa a criar seus três filhos – James, Fay e Bea Ballard – sozinho, pois nunca mais se casou, embora tenha namorado com Claire Walsh pelo resto de sua vida.



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Embora Ballard tenha publicado vários romances e coleções de contos ao longo dos anos 70 e 80, ele se tornou escritor best-seller com “Empire of the Sun”, em 1984, com base em seus anos em Xangai e no campo de internação de Lunghua, tendo sido selecionado para o Booker Prize e recebido o Guardian Fiction Prize e James Tait Black Memorial Prize de ficção. Infelizmente, seus livros posteriores não tiveram, alcançado o mesmo grau de sucesso. Mesmo assim, Ballard continuou a escrever até o final de sua vida, contribuindo ocasionalmente com jornalismo e críticas para a imprensa britânica, afastando-se da ficção científica e aproximando-se do romance policial tradicional.


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“Vermilion Sands” é uma coleção de contos de ficção científica de Ballard, publicada pela primeira vez em 1971. Suas histórias acontecem em um resort de férias fictício chamado Vermilion Sands, que lembra, entre outros lugares, Palm Springs no sul da Califórnia. Os personagens são geralmente os ricos e insatisfeitos, ou pessoas que vivem deles, assim como parasitas de vários tipos. Peter Andrew Jones deu vida a esse lugar com uma arte de capa que retrata bem o clima desértico e algumas das personagens excêntricas desse espaço. Somente uma mente criativa como a de PAJ (e Ballard) para quebrar o estereótipo do resort californiano colorindo-o com o vermelho do pós-apocalipse e decorando-o com plantações raras e esdrúxulas. Certamente essa combinação surreal dos textos visual e escrito vêm para expandir (e explodir) a mente do leitor comum.


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Junho

A página do antes muito utilizado tumblr https://kgthunder.tumblr.com/tagged/Peter%20Andrew%20Jones trazia, como muitos outros blogs já resenhados aqui, uma coletânea do mainstream de Peter Andrew Jones.


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Nessa página, o usuário Kgthunder fez uma seleção que variava desde a fantasia à ficção científica, sendo possível conhecer trabalhos utilizados como arte de capa de livros-jogos da série Lone Wolf, livros de ficção científica de autores renomados do século passado e até capas de games dos primeiros computadores caseiros e cartas de Battlecards.


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A replicação de algumas das criações mais importantes do artista nessa página só confirma o quanto sua arte foi marcante para a geração que cresceu com suas obras dos anos 70 em diante, visto as centenas de curtidas e comentários nas 10 imagens nele postadas.


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Maio

Isaac Asimov (originalmente Isaak Yudovich Ozimov) dispensa apresentações. Este famoso escritor nasceu em Petrovitchi (uma aldeia na antiga União Soviética) em 2 de janeiro de 1920, e faleceu no Brooklyn, Nova Iorque, em 6 de abril de 1992. Foi um escritor e bioquímico norte-americano, mas ficou famoso como escritor de ficção científica, a ponto de ser considerado um dos três pilares dessa vertente literária, ao lado de Robert A. Heinlein e Arthur C. Clarke. Sua magnus opus pode ser considerada a saga da “Fundação”, mas também publicou outras centenas de obras, nas mais diversas áreas.


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Os pais de Asimov foram Judah Asimov, um comerciante e moleiro, e Anna Rachel Berman-Asimov, uma dona-de-casa, de tradicional família judaica. Eles emigraram para os Estados Unidos em 1923, estabelecendo-se na cidade de Nova Iorque. Asimov aprendeu a ler sozinho e cresceu bilíngue em iídiche e inglês. Da loja de doces de seus pais Asimov lia as revistas pulp sobre ficção científica que também eram por eles vendidas. Com onze anos já escrevia suas próprias histórias. Ele frequentou escolas públicas da cidade.


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Por volta dos dezenove anos, Asimov começou a vender seus textos a revistas, como a “Astounding Science Fiction”. Estudou na Universidade de Columbia, onde se graduou em 1939, e depois obteve um Ph.D. em bioquímica, em 1948. Depois, entrou na faculdade de Medicina da Universidade de Boston, com a qual permaneceu associado a partir daí. Casou-se com Gertrude Blugerman em 26 de julho de 1942 e tiveram dois filhos, David e Robyn Joan. No ano de 1973, Asimov divorciou-se de Gertrude e casou-se com Janet Jeppson.



Durante a 2ª Guerra Mundial serviu o país por três anos, e depois o exército por nove meses, chegando a ser cabo. Depois de 1958, deixou o cargo de professor universitário para ser escritor em tempo integral. Foi também membro e vice-presidente por muito tempo da Mensa e presidente da American Humanist Association (Associação Humanista Americana). Um dos amigos mais próximos de Asimov foi Gene Roddenberry, criador de “Star Trek”, e pelas sugestões que deu à série Asimov consta nos créditos dela.


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Asimov frequentava convenções de ficção científica, sendo sempre muito acessível ao público geral. Ele respondia pacientemente a dezenas de milhares de perguntas e outro tipo de correio com postais, e gostava de dar autógrafos. Embora gostasse de mostrar seu talento, raramente parecia levar-se a si próprio demasiadamente a sério



Algumas das peculiaridades de Asimov eram seu medo de voar de avião e sua paixão por lugares apertados. Seu desejo era publicar 500 livros, o que quase conseguiu (publicou 463). Ele previu invenções futuras como o micro-ondas, da fibra ótica, da internet, dos microchips, das TVs de tela plana e a doença da depressão, errando apenas ao prever carros voadores e usinas nucleares de fusão atômica. Pelo menos por enquanto…


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Por duas vezes PAJ criou artes de capa para Asimov. Enquanto a arte de “Buy Jupiter” também foi aproveitada para o número 28 da revista “Ciéncia Ficcíon” e traz uma nave espacial em primeiro plano na escuridão e solidão negra do universo, em “Fantastic voyage: a journey into inner space” se mostra mais polissêmica, pois combina o dourado disco voador em iminente colisão com um terreno cheio de espinhos que se confundem com os fios de cabelo de um ser humanoide em segundo plano. Este gigante deitado mostra ao leitor um ambiente em seu olhar, que mais parece um portal para um local sombrio e, claro, convidativo aos mais corajosos exploradores. O negrume do universo em terceiro plano completa a cena, deixando toda essa combinação especialmente enigmática. Com isso, PAJ prova que é mestre na arte de ficção científica desde a cena mais previsível até a mais complexa, o que faz dele, praticamente, ser o dono do universo quando se pensa em arte


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Abril

Laser Zone foi um jogo criado por Jeff Minter e desenvolvido pela Salamander Software em 1983 para os consoles Amiga, Commodore VIC-20, Commodore 64, ZX Spectrum e Dragon 32. Seu enredo é o seguinte: O Império de Irata e o Reino de Zzyzax aliaram-se e, juntos, atacam os postos avançados da Terra. Para se defender, foram erguidas as zonas laser, estações onde há dois feixes de plasma controlados por computador. No entanto, durante uma manutenção, o computador de controle quebra e é preciso assumir o controle manualmente para defender este ataque, tarefa executada pelo(s) jogador(es).


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Laser Zone possui gráficos e o som simples, mas agradáveis. Sua ideia também não é revolucionária, mas a execução é muito boa. Ele mais parece uma evolução do clásico “Space Invaders”, com a adição de um atirador horizontal. Ele pode ser melhor apreciado por 2 jogadores. Os sites Lemon64 e C64games classificaram Laser Zone como um jogo bom, com notas variando de 6 a 7,1.


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Peter Andrew Jones foi o responsável pela criação da arte de capa do jogo. Essa obra, devida a sua grande qualidade, foi utilizada também como arte de capa da revista “Ciencia ficción”, selección 28 (já resenhada aqui no blog) e na obra “Buy Jupiter”, de Isaac Asimov. A Terra se encontra em cores peculiares, o que a deixa mais interessante com caráter futurista. Ela é protegida por espaçonaves pesadamente armadas, prováveis combatentes da Laser Zone, preparadas para o que pode se materializar dos círculos cósmicos à sua frente. Essa combinação entre uma arte de capa espetacular e uma jogabilidade simples e infalível fazem de Lazer Zone uma boa combinação entre arte e jogo.


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Março

Ian Watson nasceu na Inglaterra em 20 de abril de 1943. Trabalhou como contabilista na Runciman's, uma empresa de navegação de Newcastle.
Graduou-se em Literatura Inglesa em 1963 no Balliol College, Oxford, onde dois anos depois concluiu seu research degree em Literaturas Inglesa e Francesa do século XIX. Como professor formado, trabalhou em universidades da Tanzânia e de Tóquio, e também em Birmingham, Inglaterra.


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Watson tornou-se escritor em tempo integral a partir de 1976, quando publicou seu primeiro romance, “The Embedding” (1973), vencedor do John W. Campbell Memorial Award e do Prix Apollo. Seu livro posterior, “The Jonah Kit” (1975) ganhou o British Science Fiction Association Award e o Orbit Award. Após estes premiados livros, publicou muitos outros sobre ficção científica, fantasia e horror, além de dúzias de contos em antologias, algumas conseguindo vencer o Hugo e Nebula Awards.


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Por dois anos, de 1990 a 1991, Watson trabalhou em tempo inteiro com Stanley Kubrick no desenvolvimento de histórias para o filme póstumo “A.I. – Inteligência Artificial”, concluído por por Steven Spielberg. Lançado em 2001, este filme coincide com a publicação de “The Lexicographer's Love Song”, o primeiro livro de poesias de Watson, e com o ano de falecimento de sua esposa, Judy. No ano seguinte, um de seus poemas, "True Love", ganhou o Rhysling Award of the Science Fiction Poetry Association e seu livro de poemas “The Great Escape” foi uma das 8 melhores publicações de ficção científica e fantasia, eleito pelo jornal The Washington Post.
Nos anos 2000 Watson foi convidado em feiras literárias em diversos países como Espanha, Alemanha, Itália, Polônia, Romênia e Hungria. Ele organizou várias convenções sobre ficção científica cujo nome era “Newcon” por meio de sua fundação chamada Northampton Science Fiction Writers Group, e criou a NewCon Press com seu colega e também author Ian Whates.




Watson se aventurou também em literatura erótica lançando “Orgasmachine”, “Saving For a Sunny Day” e “The Beloved of My Beloved”, em colaboração com o surrealista italiano Roberto Quaglia, uma delas tendo conesguido o British Science Fiction Association Award para melhor conto de ficção de 2009. Em 2010 se muda para Gijón, no norte de Espanha, para viver com sua nova esposa, a tradutora Cristina Macía. Na Espanha também continua a publicar, sendo “50 recetas con nombre” seu primeiro livro no idioma do novo país, e com sua esposa fundam a editora Palabaristas Press. Em janeiro de 2013, ambos se casam.


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A arte de Peter Andrew Jones foi escolhida para um dos muitos livros do prolífico Ian Watson: “Deathhunter” (1981). Esse texto é sobre uma sociedade pacífica do futuro onde seus habitantes podem escolher o momento em que deverão morrer. Aqui PAJ traz uma personagem em primeiro plano a convidar o leitor para algo que ele ainda não saiba (e talvez se surpreenda ao saber). O pacifismo desse povo está implícito no cenário bucólico-futurista ao redor do personagem, ambiente recorrente em outras obras do artista. A combinação de cores ilustram bem a ideia de que, ali, a morte não é negra, sombria, sofrida e triste, mas um fim de um ciclo, decidida de modo voluntário para quem cansou da vida. O momento de todos nós, aqui da Terra, chegará naturalmente, e até lá desejamos ainda ver muito mais do que o artista é capaz de criar.





Fevereiro

Um blogue russo “Tvorchestvof” esteve ativo até 2021, e infelizmente não está mais ativo.


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Muito parecido com os outros blogues de fãs de Peter Andrew Jones, o Tvorchestvof dedicou uma página às obras clássicas do artista, selecionando uma coletânea de obras de arte que iam desde a fantasia até a ficção científica, ou seja, cobrindo o mainstream de PAJ. Ao que parece, este blogue migrou para o “Pinterest” (https://www.pinterest.at/pin/567664728028727386/).


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O Tvorchestvof, no entanto, serviu para mostrar ao público e ao artista o potencial de alcance das obras de PAJ, que sendo utilizadas de modo (i)legal atravessam o planeta todo, a ponto de dificilmente alguém ligado à literatura, games e cinema, principalmente voltados à fantasia, ficção científica e horror, não saberia dizer quem é o artista de todas aquelas capas.


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De qualquer forma, a homenagem e a dedicação dos fãs no mundo digital é sempre algo bom de se ver, pois melhor do que ser lembrado é ser lembrado pelo que fizemos de bom.


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Janeiro

Nascido Henry Maxwell Dempsey em 12 de Março de 1925 e falecido em 15 de Agosto de 2012, Harry Max Harrison (ou simplesmente Harry Harrison) foi um autor estadunidense de ficção científica, mais conhecido sobretudo pela sua saga “The Stainless Steel Rat”. Sua vida se passou parte na Irlanda e parte no Reino Unido, além de ter vivido em países como Dinamarca, Itália e México. Seu pai, Henry Leo Dempsey, foi tipógrafo com ascendência irlandesa e mudou o seu nome para Harrison logo após o nascimento de Harrison. A sua mãe, Ria H. Kirjassoff, era judia russa. Seu irmão, Max David Kirjassof, tinha sido cônsul americano no Japão, onde vivia com sua esposa Alice, até ambos morrerem durante o grande terremoto de 1923 em Kantō.


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Depois de terminar o liceu de Forest Hills em 1943, Harrison foi recrutado para as Forças Aéreas do Exército dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial como técnico de tiroteio e como instrutor de artilharia, tornando-se posteriormente atirador de elite, policial militar e especialista em protótipos de miras de bombas e torres de tiro assistidas por computador. Em 1946 matriculou-se no Hunter College em Nova Iorque e, mais tarde, dirigiu um estúdio que vendia ilustrações para revistas de banda desenhada e de ficção científica.



Ao lado de Brian Aldiss, foi co-presidente do Grupo de Ficção Científica de Birmingham. Harrison também ajudou a fundar a Associação Irlandesa de Ficção Científica e o Prémio John W. Campbell Memorial Award for Best Science Fiction Novel.



Antes de se tornar editor e escritor, Harrison começou como ilustrador de ficção científica, tendo trabalhado nas histórias em quadrinhos com Wally Wood. para várias editoras. Depois os gêneros trabalhados envolviam westerns e terror. Harrison usou nomes artísticos como Wade Kaempfert, Philip St. John, Felix Boyd e Hank Dempsey.


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O seu primeiro conto publicado foi "Rock Diver" publicado na edição de Fevereiro de 1951 de “Worlds Beyond”, editada por Damon Knight. Quando esteve em Nova Iorque, frequentou o “Hydra Club”, uma organização de escritores de ficção científica da cidade, que incluía nomes como Alfred Bester, Anthony Boucher, Avram Davidson, Isaac Asimov, James Blish, Judith Merril e Theodore Sturgeon.



Harrison tornou-se muito mais conhecido pela sua obra escrita, e utilizava a paródia como recurso. Durante as décadas de 1950 e 1960, foi o escritor principal da tira do jornal “Flash Gordon”. No romance, sua obra mais importante foi “Make Room! Make Room!”, de 1966. Harrison foi um escritor de visão bastante liberal e embora não tenha sido um escritor tão premiado, obteve uma nomeação do Hall da Fama da Ficção Científica em 2004 e os Escritores de Ficção Científica e Fantasia da América nomearam-no seu 26º Grande Mestre SFWA em 2008. Na Rússia, ganhou o prémio Golden Roscon de 2008 por realização vitalícia em ficção científica.
Casou-se por duas vezes, sendo seus filhos provenientes de seu segundo relacionamento. Defendia o uso da língua esperanto. Faleceu em seu apartamento em Brighton, Inglaterra.



Em “The Man from P.I.G.” e “The Man from R.O.B.O.T.”, ambas lançadas em 1974, funcionam como romances interligados. No primeiro, um agente da Guarda Interstelar Porcina executa missões com a ajuda de vários porcos. No segundo, Henry Venn, um agente do “Batalhão de Obtrusão Robô-Omega Três”, se faz passar por um vendedor de robôs interplanetário enquanto procura um funcionário do Censo Galáctico desaparecido num planeta povoado por colonos paranóicos. Foram originalmente publicados em nove boletins, na “Analog”, entre julho de 1967 e julho de 1969.


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Peter Andrew Jones criou a arte de capa para esse duplo romance paródico. Nela, o protagonista, em primeiro plano, parece estudar o melhor momento de revidar o ataque de raios laser executado pela nave. Além da bela paisagem em terceiro plano (um dos traços característicos do artista), o que se destaca é a combinação de cores roxa e azul, pertencente ao traje do herói, da vegetação alienígena e do piso. O destaque, no entanto, vai para os porcos assistentes que rodeiam a vítima dos disparos, que só não se camuflam perfeitamente nas rochas devido a suas presas brancas e olhos vermelhos da cor dos raios, sugerindo que esses aliados estão prontos para revidar o ataque assim que o herói ordenar. Muitas referências internas, um show de paletas de cores em meio a uma situação de guerra fazem essa obra, desde sua capa, atraírem o leitor que busca uma aventura longe do clichê.









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